Por amor a Cristo queria ser pastor

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Outro dia recebi um e-mail de um seminarista.
Como sofrem esses poucos “condenados” que ainda desejam o pastorado. Já escrevi sobre esse tema várias vezes e confesso que todas as vezes que me deparo com situações envolvendo seminaristas e ordenação pastoral eu fico irritado.
Depois de 28 anos envolvido com educação teológica a coisa somente tem piorado. Tem decrescido o número de jovens que aspiram ao pastorado ou missões. Tem recrudescido a paranóia dos defensores do verdadeiro evangelho e da pureza da sã doutrina impedindo que jovens que estudam em seminários que não sejam da denominação venham a ser ordenados.
O jovem me escreve que diz que a sua denominação não vai mais ordenar que faz outro seminário. Antes já não ordenava quem fazia seminário interdenominacional como a FTSA. Agora a amada igreja não ordena nem quem faz seminário denominacional.
O sujeito (seminarista) tem que ser treinado nos arraiais da sua igreja. Ele tem que aprender a verdadeira doutrina, aprender a orar como os santos de sua igreja, pregar como os grandes oradores do passado, jamais esquecer a gloriosa história da igreja e por ai vai. A única coisa que o cara não aprende é como plantar uma igreja, evangelizar e fazer missões. Mas essas coisas são tão sem importância, não é mesmo?
O orgulho denominacional ainda liquida com as denominações históricas. Será que os cardeais da igreja não percebem que ninguém está querendo acabar com o evangelho de Jesus e muito menos destruir a igreja? Será que eles não poderiam conceber a idéia de que outros cristãos também amam a Jesus e são comprometidos com a causa de Cristo?
Isso me lembra a história que está lá no Novo Testamento. O sujeito vai à igreja orar e vê ao seu lado um miserável de outra denominação também decidiu orar. Que tremenda chateação! Então ele ora:
“Senhor, graças te dou porque não nasci numa igreja pentecostal. Louvo-te imensamente porque sou fiel à verdadeira doutrina, nasci em lar evangélica de mais de quatro gerações. Obrigado Senhor, e, por favor, não permita que a minha amada igreja se corrompa envolvendo-se com esses crentes de terceira categoria. Amem”.
Se você é seminarista e está passando por provações, não se desespere, Deus há de suprir suas necessidades e saiba que Ele, e não os grandes homens da Terra, é o Senhor da História.
Se você é um desses instrumentos que está impedindo esses moços no seguimento do pastorado, prepare-se porque um dia você terá que explicar ao Cordeiro de Deus porque você fez isso. Pensando bem talvez nem tenha que explicar.

ACB

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A universalização das igrejas brasileiras

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Muitas vezes eu abro a tela em branco do computador com o desejo de escrever algo interessante ou pelo menos que seja significativo para alguns.
Confesso que minha mente está tão branca como a tela. Vazia. Penso de um lado, penso do outro. Nada.
Recordo de algo que gostaria de mencionar.
Outro dia comentava com um amigo sobre os rumos da igreja brasileira. Ao meu modo de ver com o surgimento dos três hermanos (universal, mundial e internacional). Alias, ainda tem espaço para quem quer fundar a Global, a Planetária, a Geral, a Total (fica a sugestão para quem está sem igreja e desempregado).
Voltando ao meu ponto. Depois do advento de los tres hermanos a igreja brasileira nunca mais será a mesma. Foi uma mudança de paradigma. Não creio que é possível reverter esse quadro. O modelo desses hermanos ficará impregnado na memória dos crentes. Por isso, já vemos esse modelo sendo usado nas igrejas pentecostais mais antigas e nas igrejas históricas. Tudo é usado com algum cosmético para disfarçar do modelo original, mas não adianta. Esse processo de universalização-mundialização-internacionalização das igrejas está apenas no começo. Vai piorar ainda mais.
Tadinha das igrejas que não aderirem a esse processo.
Antes elas ainda tinham alguma chance porque dificilmente um crente sairia delas para freqüentar uma universal da vida. Agora, não precisa mais ir à universal. Outra igreja daquela denominação tem o que a universal oferece. Assim sendo, a pessoa não está abandonando a denominação, mas apenas transferindo de igreja local.
Sei lá…
Pense ai e veja o que você pode tirar de tudo isso.

AC

Pregador da palavra de Deus

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Ser um pregador da palavra de Deus ou mesmo um instrutor bíblico, professor de Escola Dominical, vai exigir mais dessas pessoas do que um simples abrir a Bíblia e falar um monte de blá blá blá baseado na experiência ou no achometro do arauto.
Os temas impostos pela sociedade moderna são bem mais complexos do que aqueles de uns anos atrás. No passado a questão era se o crente fumava ou não fumava, bebia ou não bebia, via ou não via televisão. Essas questões nos dias de hoje parecem brincadeiras de crianças.
Os temas da atualidade são aborto, eutanásia, casamento entre pessoas do mesmo sexo, homossexualismo, ordenação de gays para pastores, violência contra a mulher e crianças, injustiça social, legalização da maconha, e outros tantos.
O pastor do alto da sua sabedoria não pode dizer: “sou contra”. Isso a gente já sabe. O que as pessoas estão querendo é justamente o porquê se é contra. Quais os argumentos. Quais os fundamentos sociológicos, econômicos, científicos, religiosos, bíblicos, filosóficos e outros que norteiam a tomada de posição. Pastores que não estudam podem pedir ajuda ou então vão falar besteiras e muitas.
Outra coisa que pastor gosta de pregar é sobre a depressão. Não entende nada sobre o assunto. Não sabe como alguém fica deprimido e não sabe que tipo de tratamento a pessoa precisa. Mas o homem coloca tudo num balaio só e diz que é coisa espiritual, quando não possessão demoníaca. Pastores que não entendem desse assunto deveriam ser proibidos de pregar sobre a depressão. Seria um imenso favor a milhares de pessoas que sofrem dessa doença.
Tem mais coisas, mas escrevo depois.
ACB

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Igreja é mais do que reunir e cantar

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A comunidade do Rei e do reino tem como característica marcante o seu papel de agente de reconciliação. A palavra reconciliação, na igreja, é geralmente usada para conversão. Todavia, o termo vai além da reconciliação com Deus para também incluir a nossa reconciliação com os outros.
Você tem em sua comunidade pessoas que estão com a comunhão rompida? Grupos em discórdia com outros grupos? Líderes que não conversam e não se relacionam com o pastor? Bem, se a sua igreja é como qualquer outra deve ter um monte de problemas na área de relacionamentos. É provável que na sua comunidade as coisas sejam também com na maioria das igrejas, ou seja, vistas grossas como se nada estivesse acontecendo.
Isso seria beleza se não fosse por um pequeno detalhe: não somente Cristo é o Reconciliador, mas também nós somos agentes de reconciliação. Leia 2Co 5.18.
Você pode ajudar as pessoas a restaurarem a comunhão? Como a sua igreja pode ser, toda ela, uma agente de reconciliação em seu bairro ou sua cidade? Como ela pode ajudar o contexto onde está localizada a ser mais justo e mais fraterno?
Gente, igreja não é só para cantar musicas para Jesus!
ACB

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Jesus foi na igreja ensinar e encontrou o demônio

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Muito interessante essa experiência de Jesus que acontece logo após ser batizado e ter chamado alguns discípulos. Diz o evangelista Marcos que chegando o sábado Jesus foi na igreja (sinagoga) para ensinar. Qual não foi a surpresa, o demo estava por lá também.
Que coisa! Tantos lugares para o demônio ir, ele vai logo na igreja?
Nos dias de hoje parece que o demônio tem gostado de frequentar algumas igrejas. Tem algumas sinagogas que ele tem predileção. Ele é o artista que ocupa o palco, dá entrevista, faz o seu show particular. Outra coisa que intriga é que os demônios de hoje são completamente cordatos. Explico.
Levei um amigo para conhecer umas dessas igrejas (sic). Em dado momento o pastor (sic) chama uma senhora. Depois das perguntas de praxe, inclusive inquirindo qual igreja ela frequentava (não menciono a denominação para não chatear, mas era uma histórica). A mulher responde e o pastor então diz: “Está vendo igreja, você frequenta a igreja errada e dá nisso”.
Depois de um lenga lenga o nosso arauto informa que a mulher está com o demo no corpo. Chama pelo dito cujo e começa com ele um diálogo. Tudo o que ele perguntava, o tonto do demo respondia. Depois de sei lá quantos minutos, ele pede ao infeliz que saia da mulher. Depois de certa resistência, ele tira o time.
Para minha surpresa, o pastor diz ao demônio: “Fique ao lado mulher”.
Volta a entrevistar a mulher, agora em perfeito juízo (acho).
Volta para a igreja e diz: “Agora vou mandar o demônio entrar de novo na mulher”. Sim, sim… foi isso mesmo que aconteceu.
Depois ele expulsa de novo o cão e ele vai embora, espero eu.
Meu amigo, nessa altura do campeonato morria de medo (eu também). Olhamos um para o outro e caímos fora. Não ficamos nem para o ofertório.

Mas Jesus intimou-o, dizendo: “Cala-te, sai deste homem!”
O espírito imundo agitou-o violentamente e, dando um grande grito, saiu.
Marcos 1:25-26

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Então a coisa está mesmo feia

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Frase da filósofa russo-americana Ayn Rand (judia, fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920), mostrando uma visão com conhecimento de causa:

“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”.

Leia várias vezes pra entender bem e pense nisso!

ACB

Pecadores empedernidos

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Diz o texto sagrado que Deus amou o mundo e os que nele habitam.
Essa é uma declaração extraordinária. Pense um pouco nas pessoas que você conhece, nos políticos, nos marginais, autoridades eclesiásticas, etc. Você ama essas pessoas? Pense ainda mais. Pense em você. Ninguém conhece você mais do que você mesmo. Sabendo quem você é, pergunto: você amaria você mesmo?
É complicado.
Nosso senso de justiça não permite que amemos “certos tipos” de gente. Mas Deus afirma amar. O amor com que Deus ama essas pessoas é o amor redentor. O amor que restaura até mesmo o mais empedernido pecador. A história do cristianismo, seja antiga ou moderna, tem revelado que pessoas que não valiam um tostão furado tiveram suas vidas completamente transformadas quando entregues nas mãos de Deus.
Isso não significa que as consequências pelos pecados cometidos serão apagadas. Cada um será responsabilizado pelos seus atos. O amor salvador de Deus não elimina o dever da retribuição pelo mal causado. Vide a história de Zaqueu.
O evangelho é isso. Loucura para os justos, sábios e entendidos.
ACB

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O teste da ressurreição

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1. Coelhos grandes e pequenos, ovos de chocolate cada um mais gostoso do que o outro. Foi este o resumo de sua Páscoa?
2. O mundo tem a capacidade de comercializar as datas mais importantes do cristianismo.
3. Esta comercialização não tem a mínima importância para nós, o que realmente importa é se entendemos o significado da ressurreição de Cristo e,
4. Se esta ressurreição tem transformado as nossas vidas.

Transição
Cristo já ressuscitou, é grito que atravessa os séculos, todavia, que importância tem esta ressurreição para as nossas vidas? Façamos, portanto, o teste da ressurreição:

I. Cristo já ressuscitou, é eficaz, portanto, a nossa pregação? (14)
A. O que pregamos ao mundo afinal? Poucos são os crentes que sabem exatamente o que anunciar a um mundo perdido no pecado.
B. Paulo usa a expressão Kerigma, que significa mais do que uma simples pregação, mas sim proclamação.
1. Proclamamos o Cristo crucificado.
- “Nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios” (I Co 1:23).
- “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado” (I Co 2:2).
2. Proclamamos o Cristo vivo.
- “Por quê buscais entre os mortos ao que vive?” (Lc 24:5).
- “Ele se apresentou vivo” (At 1:3).
C. Como pregamos ao mundo?
1. Com ousadia, porque esta é a única esperança para o mundo.
- “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Rm 1:16).
2. Com pressa, urgência, por causa da brevidade da vida.
- Disse Jesus: “É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” (Jo 9:4).
D. Teste: A ressurreição tem causado em nós um desejo ardente de pregar o evangelho ou isto não faz a menor diferença em nossas vidas?
E. Se no seu coração não arde o desejo de compartilhar Cristo, então para você pouca importância tem se ele ressuscitou ou não.

II. Cristo já ressuscitou, é eficaz, portanto, a nossa fé?
A. A fé (salvadora) o primeiro passo que alguém dá em direção ao Cristo Vivo, para depositar a vida aos cuidados dele. É aquele momento em que a pessoa abandona o desejo de controlar a própria vida e permite que Cristo entre em seu coração.
B. A fé é eficaz para nossa salvação e ela aceita as demandas do Cristo, porque somente nesta aceitação está a nossa salvação.
C. A fé santificadora é o segundo passo desta pessoa.
1. Paulo disse: “E esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gl 2:20).
2. Ainda mais: “Combate o bom combate da fé. Toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, e de que fizeste a boa confissão, perante muitas testemunhas” (I Tm 6:12).
D. Teste: A ressurreição de Cristo tem produzido em seu coração um desejo de lutar e de vencer mesmo nos momentos mais difíceis ou isto não faz a menor diferença para você?
E. Se você não anda por fé, através da fé, então para você a ressurreição de Cristo tem muito pouca importância.

III. Cristo já ressuscitou, já deixamos a vida de pecado? (17)
A. Um dos propósitos da vinda de Cristo ao mundo foi para nos purificar de todo e qualquer pecado, de toda e qualquer injustiça.
B. Para cumprir com o seu propósito, ele se fez maldito em nosso lugar, ele se sujou com os nossos pecados.
C. Quando nós cremos que Cristo ressuscitou, devemos crer que na sua ressurreição nós também ressuscitamos com uma nova vida, e agora o poder do pecado não exerce mais controle sobre nós.
D. A ressurreição, portanto:
1. Produz um desejo de abandonar o pecado.
- “O aguilhão da morte é o pecado” (I Co 15:56).
- “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões” (Rm 6:12).
2. Produz um desejo de santidade e pureza.
- “Torna-te padrão dos fiéis… na pureza” I Tm 4:14).
- Por causa da ressurreição no último dia, o Ap. Paulo afirma: “Por isso também me esforço por ter sempre consciência pura diante de Deus e dos homens” (At 24:16).
E. Teste: Você tem experimentado uma vida de santidade, você tem vontade de ser santo como Cristo? ou estes pensamentos não incomodam mais a você?
F. Se o coração continua sujo e o pecado é companheiro constante do seu viver diário, então para você, se Cristo ressuscitou ou não, não faz a menor diferença.

IV. Cristo já ressuscitou, somos as pessoas mais felizes da Terra? (20)
A. A ressurreição de Cristo produz em nós um sentimento de alegria porque o inimigo que mais nos amedrontava, a morte, foi vencido, derrotado. Vivemos, portanto, uma vida isenta dos temores de um futuro incerto.
B. A nossa esperança está além das coisas deste mundo, ainda que muitas vezes nos esquecemos disto. Nós olhamos para frente, para a consumação dos séculos.
C. A alegria é fruto do Espírito Santo:
1. “Mas o fruto do Espírito é alegria” (Gl 5:22).
2. Cristo foi ungido com oleo da alegria (Hb 1:9).
D. “A alegria do Senhor é a nossa força” (Ne 8:10).
1. “O coração alegre aformoseia o rosto, mas com a tristeza do coração o espírito se abate” (Pv 15:13).
2. “O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos” (Pv 17:22).
E. Teste: A sua vida consiste de andar de tristeza em tristeza? Tem você alguma razão para ser uma pessoa alegre?
F. Se a alegria do Cristo ressurreto não consegue invadir o seu coração, então para você, tanto faz se ele ressuscitou ou não.

Conclusão:
1. Temos vivido um cristianismo que mostra a verdadeira autenticidade de vida?

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A igreja é missionária ou não é igreja

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Certa vez, passando em frente a uma igreja católica, li a seguinte frase: “Cada batizado, um missionário”.
Fantástico!
Falta esse entendimento para a grande maioria dos líderes (sic) evangélicos e em especial para os membros das igrejas. Quando se ouve a frase “missionária” treme-se na espinha, contorce-se até a alma. Nos dias atuais ninguém ou quase ninguém está interessado no assunto.
Todavia, quando usamos o termo missionário não estamos pensando naquela ação de enviar alguém para uma terra distante com o fim de pregar o evangelho. Foi assim que fomos educados na igreja e agora é difícil pensar de outra forma.
O termo “igreja missionária” significa simplesmente que ela é em sua essência uma igreja de Deus enviada ao mundo. Toda a igreja é enviada. A igreja está em missão o tempo todo. Se ela deixa de ser missionária ela perde a sua essência, a sua razão de ser, de existir. Em outras palavras, nada justifica chamar a igreja de povo de Deus se ela perdeu a sua vocação em direção ao mundo.
Bonhoeffer disse: “A igreja existe para a humanidade no sentido de ser o corpo espiritual de Cristo e – a semelhança de Jesus – é enviada como serva”.
A arena da missão é o mundo e não o palco dos templos.
ACB

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Espiritualidade brasileira

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A espiritualidade evangélica, e em especial a brasileira, é marcada por sua característica extremamente estética. No decorrer dos anos, logo após a inserção do cristianismo em nossa terra, os missionários ensinaram os novos convertidos a não beber, não fumar e não dançar (lógico que estou sendo reducionista). Mas o certo era que os adeptos da nova religião não poderiam mais ser identificados com os católicos. Assim, um modelo de espiritualidade foi sendo cunhado. Formas foram criadas. Os que não se amoldavam a elas eram taxados ora de fracos na fé, ora crentes carnais.
Com a chegada do pentecostalismo a estética da espiritualidade ganhou mais força ainda. Outros componentes foram adicionados àqueles trazidos pelos missionários e vividos nas igrejas tradicionais. Agora, além do “não pode isso”, tinha também o “você tem que fazer isso”. Consequentemente, o crente foi se achatando, vivendo no temor de não agradar a Deus pela não observância de alguns dos “mandamentos”.
A espiritualidade externa ou estética é uma conversa para boi dormir. Ela não existe e se existe é mais falsa do uma nota de três reais. Essa espiritualidade causa medo nos milhares de crentes aprisionados pelo sistema religioso inventado por lideres eclesiásticos que sabem de Bíblia o tanto que eu sei sobre como pilotar foguetes da NASA, ou seja: nada.
Quando mais ignorante é o líder, mais carga ele coloca sobre o povo.
Quando mais ignorante é o líder, mais ele apela para o famoso “Deus me revelou”.
Quando mais ignorante é o líder, mais ele usa o bordão “eu tenho o cajado”.
Coitados dos nossos crentes. Querem tanto agradar a Deus seguindo as ordens humanas. Não conseguem, naturalmente. Ao errarem, e vão errar, sentir-se-ão fracos, incompetentes e com grande sentimento de culpa pelo fracasso espiritual. Nutrirão dúvidas sobre a salvação, sobre o amor de Deus e ficarão decepcionados com Ele.
Precisava de tudo isso?
ACB

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